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03/09/2010 - 11h41

Depósitos de minérios encontrados em MT ainda precisam ser estudados

Se detectado a existência de jazidas, Estado deixará de importar fertilizantes
Foto: Dayane Sena/FT
As áreas pesquisadas serão agora estudadas pela empresa privada, que tem
autorização do local

Da Redação - Elienai Corrêa

A notícia da descoberta de depósitos de minério de ferro e fosfato, encontrados na região Oeste de Mato Grosso ainda precisa ser aprimorado. Essa é a análise do Superintendente de Minas da Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia de Mato Grosso (Sicme-MT), geólogo Joaquim Jurandir Pratt Moreno, ao falar sobre a novidade que entusiasmou os mato-grossenses nessa semana, durante anúncio do governo do Estado.

O trabalho de pesquisa, denominado Programa Fosfato Brasil, feito em parceria com o governo federal, identificou 427 milhões de toneladas, o que trouxe esperança para o superintendente. “Estamos torcendo para que viabelizem essas ocorrências. Até agora descobrimos os depósitos, pensar em jazidas ainda é cedo, pois os estudos são preliminares e exigem tecnologia aprimorada”, alertou.

Pratt enfatizou que já foi feito os estudos pela Secretaria e agora a empresa mineradora GME4, que possui o direito de prospecção do local é que dará continuidade à pesquisa.

De acordo com Pratt, se tudo ocorrer bem e for detectado que existem jazidas de potássio e fosfato na região estudada, Mato Grosso deixará de importar fertilizantes, já que os minérios são insumos utilizados para produzir adubo para plantações, o que implicará grandemente na produção agrícola do Estado.

Com o resultado do trabalho desenvolvido pelos técnicos, Mato Grosso buscará empresas que pretendem se instalar no Estado, atraindo investimentos e gerando emprego e renda.

Na análise de Pratt, a perspectiva é boa, já que os valores encontrados são bons. “Em um ano de estudo, encontramos essas ocorrências, a pesquisa não pára e o projeto tende a dar mais resultados futuros”, ressaltou.

Descoberta – O relatório preliminar mostra uma área de 70km², com o depósito de 427 mil toneladas de minério de ferro e fosfato, na região do Planalto da Serra e Araras. O levantamento da área vem sendo estudado há cinco anos e no último ano de estudo aprimorado detectou-se as ocorrências.

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Fonte: Folha do Trabalhador   |  Edição: Elienai Corrêa COMENTAR ESTA MATÉRIA
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