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07/02/2012 - 09h46

Exportação de carne bovina para UE cresce 11%

Governo voltou a publicar lista de fazendas aptas a exportar

Da Redação 

As exportações mato-grossenses de carne bovina para a União Europeia somaram 13.655 toneladas em 2011. O volume representa 11% a mais quando comparado a 2010, ocasião em que 12.317 foram enviados. A média mensal chegou a 1.138 toneladas no ano passado, resultado 10,87% superior ao verificado em 2010, quando a média mensal somou 1.026 toneladas do produto.

Os números são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e foram compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Em Mato Grosso, 431 fazendas estão aptas a realizar negócios com os europeus. A unidade federada que possui o maior rebanho bovino do Brasil concentra 22,12% dos estabelecimentos habilitados.

No Brasil, 1.948 fazendas têm a autorização e estão inclusas na lista divulgada na sexta-feira (3) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Juntos, todos os credenciados foram responsáveis pelo abate de um plantel superior a quatro milhões de animais somente em 2011. De acordo com o Mapa, os estabelecimentos rurais abateram, em frigoríficos sob inspeção federal, 4.887.953 bovinos identificados individualmente e registrados no Serviço Brasileiro de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos - Sisbov. O ´sistema´ permite o rastreamento dos animais desde o nascimento até o abate.

O total de bovinos encaminhados pelos certificados aos frigoríficos demonstrou ainda que 22,65% dos animais abatidos estavam identificados individualmente e registrados no SISBOV, conforme demonstrou o Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal -SIGSIF. Oito estados brasileiros possuem propriedades aptas.

Os mais de mil animais estão distribuídos entre Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. As unidades goiana e mato-grossense concentram o maior número de fazendas habilitadas.

O superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, diz que o mercado europeu é o que melhor remunera o setor pecuário. Mas conforme o representante, essa diferença de preços pagos à carne que se destina à Europa e o que se paga para a carne voltada ao consumo interno não beneficia diretamente o pecuarista.

"A União Europeia é o mercado que melhor paga, mas para os frigoríficos. Hoje, o produtor recebe dois reais a mais para atender a UE. Hoje, praticamente não existe nenhum diferencial e isso desestimula o produtor", pontou o representante.

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Fonte: Midia News   |  Edição: Vinícius Botta COMENTAR ESTA MATÉRIA
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