FOLHA DO TRABALHADOR
TRABALHO ALTERAR O TAMANHO DA LETRA A+ A- IMPRIMIR ESTA MATÉRIA
08/02/2012 - 10h32

Falta de consenso impede nomeação de novo ministro

PDT não chega a acordo para substituto de Carlos Luppi
Foto: Divulgação
Com a queda de Luppi, PDT não chega a acordo para indicar substituto

Da Redação 

Dois meses depois da demissão de Carlos Lupi do Ministério do Trabalho, a cúpula do PDT já começa a demonstrar impaciência e agora aguarda um chamado da presidente Dilma Rousseff ainda esta semana para negociar o cargo.

A falta de consenso no partido para indicar um sucessor é que estaria impedindo a nomeação de um novo ministro. Nesta terça-feira, o próprio Lupi, presidente do PDT, estava de plantão em Brasília para uma eventual convocação. Mas emissários do Palácio do Planalto já avisaram ao PDT que antes disso, o partido precisa estar unificado.

- A presidente Dilma quer resolver a pendência no Ministério do Trabalho. Mas o PDT tem que ajudar na solução - explicou um interlocutor direto da presidente.

O novo líder da bancada, deputado André Figueiredo (PDT-CE), ressaltou que já é tempo de fazer uma definição sobre o Ministério do Trabalho. Ele disse que está fora da disputa para o ministério, pois acaba de assumir a liderança. Mas manifesta a angústia da bancada. Disse que o nome mais forte no partido é do secretário-geral do PDT, Manuel Dias, a despeito de o preferido de Dilma ser o deputado Vieira da Cunha (PDT-RS).

Segundo novo líder, o nome de Vieira da Cunha será encaminhado ao Planalto, mas ele ressalva que há resistências ao gaúcho em setores da bancada.

- Apesar de meu nome ser lembrado, eu estou fora das indicações, pois assumi a liderança. Caso contrário, ficaria parecendo carreirista. O nome que mais une a bancada é do Manuel Dias. Tem o Vieira da Cunha, que enfrenta alguma restrição. O Vieira tem um ponto positivo por ser amigo da presidente Dilma. É um fato importante, mas não sei se é o único - afirmou o líder pedetista.

A insatisfação da bancada com a demora do Planalto em substituir o ministro interino Paulo Roberto Pinto ficou claro nesta terça-feira quando o PDT defendeu o adiamento da votação do projeto que cria o regime de previdência complementar do servidor. O PR e o PTB, outros dois partidos que estão insatisfeitos com o governo, também apoiaram o adiamento.

- Queremos discutir vários pontos da proposta do fundo - avisou Figueiredo.

Lupi tenta emplacar Manuel Dias, ou mesmo o líder André Figueiredo, mas o Planalto ainda resiste as sugestões apresentadas até o momento pelo PDT. As restrições ao nome de Vieira da Cunha foram explicitadas pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que alega que o colega gaúcho não tem proximidade com os movimentos sindicais.

- O nome mais forte é do Manuel Dias. O Vieira da Cunha tem problemas com o movimento sindical. Ele é procurador, não é sindicalista. E procurador costuma prender sindicalista - disse Paulinho, que é presidente da Força Sindical.

O próprio Manuel Dias reconhece o apoio da bancada, mas, cauteloso, diz que o partido aguarda a posição da presidente Dilma:

- Estamos aguardando um chamado da presidente Dilma. Tenho apoio de 90% do partido. Mas essa decisão cabe à presidente.

LEIA MAIS SOBRE TRABALHO >>
Fonte: Midia News   |  Edição: Vinícius Botta COMENTAR ESTA MATÉRIA
Seja o primeiro a comentar
PUBLICIDADE
ÚLTIMAS NOTICÍCIAS
COTIDIANO
Cuiabá: 5 interdições serão feitas para obras na Miguel Sutil
COTIDIANO
Pai é preso acusado de estuprar três filhas em MT
COTIDIANO
Raul Seixas na tela, peça e muita balada são as opções
POLÍTICA
Justiça Eleitoral condena sobrinho de Sérgio Ricardo
COTIDIANO
Bando assalta agência de BB e faz funcionários de reféns
ENQUETE

Você é a favor da legalização da maconha?

Sim.
Não.
CAPA  |  EXTRA! EXTRA! |  TVT |  OPORTUNIDADES |  POR DENTRO DA LEI |  MURAL DO POVO |  PONTO DE VISTA |  QUEM SOMOS
Últimas Notícias |  Manchetes da Hora |  Ouça Agora |  Guia de Entidades de Classe  |  Galeria de Fotos  |  Anuncie Aqui |  Fale Conosco
2009-2012 Folha do Trabalhador - Todos os direitos reservados