Da Redação
Os médicos da rede municipal de Várzea Grande não entraram em acordo com o secretário de Saúde, Marcos José da Silva, durante reunião na quarta-feira (1º) e mantiveram o indicativo de greve para a próxima segunda-feira (06).
De acordo com o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed), cerca de 50% dos 450 profissionais que atendem no Pronto-Socorro de Várzea Grande e nas policlínicas do município deverão parar. Os outros 50% vão trabalhar em sistema de plantão, conforme determina a lei. Já os ambulatórios e Programa Saúde da Família (PSF) não terão atendimento.
Os médicos reivindicam o pagamento de três meses de verbas indenizatórias atrasadas – além do quarto mês, que vence na próxima semana – e melhores condições de trabalho, tanto de estrutura física como de pessoal.
O secretário tentou negociar com a categoria, mas a proposta oferecida, que seria pagar hoje a verba indenizatória do mês de outubro e negociar o restante, não foi aceita.
A categoria também tenta negociar férias e enquadramento dos médicos contendo as residências e especialização, além da gestão das OSS nos hospitais de Mato Grosso.
O salário de um médico da rede básica de saúde de Várzea Grande é de R$ 1,9 mil, bem abaixo do piso nacional, que hoje é de R$ 9 mil. Para compensar o baixo salário, a prefeitura paga a verba indenizatória, que está atrasada desde outubro.
De acordo com o secretário de Saúde, a prefeitura aguarda o repasse do Estado no valor de R$ 1,2 milhão, para quitar mais uma parcela das verbas indenizatórias nessa sexta-feira (3).
A Secretaria de Saúde agendou para a próxima quarta-feira (08) uma nova reunião com os representantes do Sindimed para serem apresentadas as propostas e calendário para regularização das pendências da classe.
O secretário de Saúde informou que a verba indenizatória será paga somente até dezembro de 2011. A partir de janeiro será extinta, sendo que será implantada uma nova forma de pagamento aos médicos, mas que ainda está sendo estudada.